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quarta-feira, 14 de julho de 2010

FLCL

Konnichiwa, meus putíssimos!

Como vão vocês?

Eu estou bem, mas preocupado e lotado de trabalhos a fazer. Ou seja, o vagabundo aqui vai tirar um tempinho e falar com vocês sobre mais um animezinho para darmos mais risadinhas!

Enquanto isso, eu deveria estar trabalhando... Ah, foda-se, começou tem que terminar -_-


Aaah! FLCL, CARA! FLCL É ANIMAL!

Mas, o que diabos é FLCL? :D

\o/ FLCL (pronunciado Furi Kuri e adaptado porcamente pelos americanos como Fooly Cooly) é um anime lançado em seis OVAs apenas, com cerca de 26 minutos de duração cada um. Criado e dirigido por Tsurumaki Kazuya e escrito por Enokido Yoji, a série tem uma mistura de Sci-Fi Mecha com comédia idiótica e temática non-sense. Foi lançada pela Gainax e pela Production I.G no ano de 2000 no Japão. Atualmente, existe uma adaptação para mangá feita pelo artista Ueda Hajime e um romance lançado pelo mesmo escritor dos OVAs, o Enokido.

Antes de continuar, gostaria de deixar bem claro que para compensar a escassez de imagens no último post (Love Love?), este aqui terá MUITA imagem bacana \o\!!


A história é estranha e não faz muito sentido. Nandaba Naota, um garoto mal-humorado e entediado de apenas 12 anos, vive em uma cidade esquecida e sem nada de interessante chamada Mabase. A pessoa que ele mais admirava, seu irmão mais velho, deixou o país para jogar Baseball nos EUA, e como resultado ele ficou vivendo com seu pai e avô numa padaria velha (que por algum motivo, só vendia coisas extremamente picantes e ardidas). Além disso, a ex-namorada do irmão, Samejima Mamimi, fica o dia inteiro o atazanando e pegando no seu pé - isso quando não o assedia na cara dura - por Naota lembra-la o ex-namorado.

Mas a vida chata não é culpa apenas de Naota e dos envolvidos com ele, mas também da Medical Mechanica - uma fábrica gigantesca que fica no centro da cidade e tem formato de ferro de passar roupa dourado - que todos os dias lança uma fumaça branca esquisita que, com o tempo, foi deixando os adultos da cidade mais idiotas.


Um belo dia então, enquanto voltava para casa acompanhado de Mamimi, uma garota esquisita montada numa mobilete chamada Vespa carregando um contrabaixo nas costas o atropela - e como se não bastasse - o chama de "Taro-kun" e da uma pancada incrivelmente forte com o Contrabaixo em sua testa. Depois disso foge.
Naquela noite, um chifre esquisito começou a sair da testa de Naota, que o empurrou pra dentro e o prendeu com um band-aid. Mas na noite seguinte, começou a crescer demais no meio da rua a ponto de estourar o Band-aid, saindo de lá dois Mechas gigantes que começaram a lutar um contra o outro destruindo tudo.


Um dos Mechas, vermelho e com uma TV na cabeça, derrotou o outro que tinha formato de mão gigante. Ainda assim, foi acertado por mais uma contrabaixada da garota esquisita (agora já apresentada como Haruhara Haruko e empregada na casa dos Nandaba), mudando de cor para azul-claro e ficando com personalidade gentil, logo se tornando empregado da padaria de coisas picantes e ganhando o carinhoso apelido de "Televi-kun", por causa da tela em sua cabeça.

Esse enredo sem sentido algum vai "tentando" se explicar com o tempo durante os episódios, mas sem sucesso algum nessa tentativa. Você termina o anime sem entender absolutamente nada da mesma forma de seu início.

Então por que infernos é tão legal!?


Primeiro motivo: Animação Sensacional!
Tudo bem, existem muitos animes com animação muito boa mas que não são tão legais assim. Mas FLCL não tem SÓ uma animação muito bem-feita, mas também conta com cenas hilariantes, diálogos muito rápidos, direção muito dinâmica, cortes bem calculados. Isso sem contar as cenas de sátiras, cenas feitas com páginas de mangá em movimento e as palhaçadas, com direito até a uma cena completa feita no estilo "South Park". É aquele tipo de animação rápida e confusa que você tem que assistir no mínimo duas vezes cada cena pra entender o que aconteceu. As vezes, até o traço meio desleixado do anime faz você gostar dele ainda mais. Enfim, uma direção maravilhosa, FATO!

Segundo motivo: Personagens Únicos!
FLCL é um dos únicos animes na história que são livres de QUALQUER clichê! Não existe um protagonista certinho, com garotas que gostam dele, um vilão malvado e cruel com sorriso maléfico, a CDF, a Tsundere, o amigo pervertido, o fim de episódio terminado em "pintura", NADA! Não existe nenhum ponto clichê em FLCL, e isso é MUITO interessante! Mamimi dando em cima do Naota, robôs que saem da testa e depois vão trabalhar de padeiros, fábrica com formato de ferro de passar roupa, alienigena andando de vespa, cara estranho que gruda fita marrom na testa pra fingir que tem sobrancelhas grossas... CARA, VOCÊ JAMAIS VAI VER ISSO EM OUTRO ANIME!!

Terceiro motivo: Trilha Sonora!
A trilha sonora de FLCL foi TOTALMENTE feita pela banda The Pillows, uma das melhores bandas de Rock no Japão. Assim como o anime de Beck foi consagrado por ter todas as músicas tocadas pelos Beat Crusaders, FLCL ainda passa na frente tendo não só as aberturas, encerramentos e temas individuais, mas também as músicas de fundo, efeitos sonoros e temas-ambiente também feitos por The Pillows. Não tem como assistir FLCL e não querer baixar as músicas logo em seguida!

No mesmo ritmo de anime alternativo fora dos clichês puxando pro non-sense, a direção de dublagem também foi inovadora em certos pontos. As vozes não são lá muito bonitinhas e gostosinhas, são até mais agressivas e realistas, tirando muito daquele "idealizado" dos animes em geral, com as garotas de vozes mais fininhas e apelativas, caras com vozes mais sacanas ou heróis que falam com cagoetes esquisitos. É como se tivessem pego algo realista de verdade e inserido três toneladas de cogumelos alucinógenos nos canos da cidade: a dublagem e narrativa fazem você ver algo que poderia ser real, até que surgem os aspectos sem sentido algum que fazem você se sentir incrivelmente fora da Terra.

Vai lá entender...

Enfim, essa dublagem não tem nenhum nome muito famoso, e ainda assim ASSASSINA, HUMILHA, POE NO CHINELO muitos animes com orçamento alto por aí.

Dá-lhe FLCL!


Não há muito mais a dizer de FLCL, afinal é uma série pequena de OVAs. Qualquer informação adicional pode ser considerada spoiler, e isso eu não tô aqui pra dar ;D.

Portanto vamos concluir alguns fatos:
Samejima Mamimi é sim, muito sexy.
Haruhara Haruko tem sim, voz esquisita.
Televi-kun é sim, MUITO foda (principalmente quando caga alguém).
O pai de Naota é sim, MUITO engraçado.
A direção do anime é exemplar, e eu não dou meu braço a torcer por NADA!!

Minha nota para FLCL é 9.0, muito bem merecidos. Só não dei mais porque é uma verdadeira pena algo tão bom ter só seis episódios, enquanto Naruto, Bleach e outras merdas desse tipo tem mais de 200.

Nós merecemos mais coisa boa assim, portanto, japoneses, nos presenteiem cada vez mais com obras bem boladas!

Só não exagerem tanto no Non-Sense... Sabe como é, entender a história de vez em quando é bom.

(Y)

\o

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Você pode baixar FLCL Aqui | Aqui | Aqui

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Yumeria

Yo, putos!!

Como vão vocês depois desse carnaval?

Pois é, depois de muito samba nas orelhas e um joelho machucado, eu volto para falar de mais um dos meus primeiros animes que assisti diretão: Yumeria.


Yumeria surgiu de um game para PS2, do gênero Shonen Visual Novel que ganhou uma adaptação para anime em 12 episódios, em janeiro de 2004. Dirigido por Motonaga Keitaro e produzido pelo Studio Deen, a animação tem qualidade altíssima e foi feito com um capricho genial. Logo a primeira coisa que me chamou atenção quando comecei a assistir o primeiro episódio foi essa qualidade alta que colocaram na produção deste anime. Com um roteiro muito chamativo e interessante, Yumeria se tornou na minha opinião um motivo de orgulho por ter assistido. Um anime pequeno, com conteúdo, comédia, ação, referências sensacionais, fanservice e alto nível de produção. Vamos para a nossa querida review então!!

A história começa quando Mikuri Tomokazu, um adolescente japonês comum de 15 anos com uma vida incrivelmente sem graça faz aniversário. Ao completar seus 16 anos de idade e comemorar com sua prima mais velha Senjou Nanase, que é sua parente viva mais velha e mais próxima, portanto responsável por ele, tem um dia agradável e vai dormir. O enredo começa a partir DAÍ! Tomokazu tem um sonho incrivelmente realista em que ele vai parar em um mundo deserto e alternativo, que está sendo atacado por criaturas mechas gigantescas. Ao ficar desesperado achando que morreria, o protagonista foi salvo por uma linda garota lolicon de cabelos azul-arroxeados (WIN!) que voava pelos céus com uma roupa branca e toda repicada (Double WIN!) e atirava raios azuis poderosos para aniquilar as estranhas criaturas (Triple WIN!). Após explodir o inimigo, a garota cai no colo de Tomokazu desmaiada (EPIC WIN!) e é então que o herói acorda. Aí você pensou "Pô, sair de um EPIC WIN para um EPIC FAIL de acordar e perceber que era tudo mentira seria TOSCO!". Eu concordo com você. E é por isso que Yumeria é tão bom.

Ao acordar, a garotinha lolicon de cabelos azuis-arroxeados ESTAVA LÁ (DOUBLE EPIC WIN!)! E NUA (TRIPLE EPIC WIN!)! E ELA SÓ FALA "MONE MONE", E ADORA O TOMOKAZU (MONSTER WIN!!!!!)!!

Para quem gosta de um fanservice bem bolado, o primeiro capítulo já vale por toda a vida!

Mas enfim, cof cof, voltando para a Review do enredo...

A partir desse momento, Mikuri Tomokazu começa a perceber que tem o poder de acessar este mundo paralelo chamado Moera, o mundo dos sonhos. Além de ser o único a ter acesso restrito, ele inconscientemente também adquire a habilidade de transportar pessoas para dentro e fora dos sonhos. Resumindo: A sua melhor amiga e parzinho romântico Agatsuma Mizuki, Mone (a garota epic Win), sua prima Nanase, sua outra prima Kuyou e uma piveta sem-teto chamada Neneko (que ele conhece do nada na rua) começam a conseguir acessar Moera todas as vezes que dormem. Dentro de Moera, todos adquirem poderes ao receberem o toque de Tomokazu (que é quase sempre um clássico Agarra-teta) e se tornam como Mone, guerreiras com roupas repicadas que soltam raios para derrotar Mechas e salvar o mundo!!

E melhor! Com uma genial referência a qualquer Tokusatsu de Super-Sentai!!

 

O enredo vai se desenvolvendo a partir das batalhas contra os Faydooms (que são aqueles Mechas gigantes que eu falei agora pouco ;D) e de como eles conseguem, mesmo dentro dos sonhos, influenciar o mundo real. A partir destes riscos de influências vindas dos Faydooms, novas revelações acontecem e o objetivo no protagonista não se torna apenas brincar de Changeman durante os sonhos, mas proteger os bons sonhos da humanidade dos pesadelos, garantindo assim a segurança de um futuro melhor.

Adicione um pouquinho de Fanservice bem dosado a este enredo, com uma comédia de ótimo gosto (apesar de alguns toques de humor negro leve que fazem você morrer de rir), a qualidade exemplar já comentada anteriormente... BUM! Temos um sensacional anime!!!

Um ponto que ficou esquisito em Yumeria foi o excesso de caracterização das personagens mais novas. Apesar do charme lolicon não ter ficado exagerado e muito bem utilizado, é fato que a produção deste enredo acha que TODA garota mais nova que o protagonista deve ser retardada e ter cagoetes esquisitos na fala.

Mone, a primeira loli que nos aparece, só fala MONE MONE. Não aprende sequer UMA palavra durante a vida, o que deve ter enchido o saco também de Arishima Moyu, sua dubladora (que pelo jeito tem esse como um dos seus únicos papéis principais, já que o outro mais conhecidinho foi em Hanaukyo Maid-Tai interpretando a otaku Ikuyo. E olha que Hanaukyo Maid-Tai é incrivelmente UNDERGROUND!).
Além de Mone só falar Mone, como se fosse um Pokémon, temos a piveta Neneko e seu gato Koneko. Koneko só mia de um jeito esquisito, o que deve ter enchido o saco de sua dubladora também, Fukuen Misato, que apesar do papel mais babaca, é bem mais famosa e renomada que Arishima (todos aí lembram da vozinha de Kurono Kurumu, de Rosario+Vampire, dizendo YAHOO!! né?). Já Neneko, a dona do gato com a voz da Fukuen, tem duas personalidades. A principal, que é a verdadeira piveta Neneko, fica falando "Na no da" no final de toda frase, e acabou por uma utilização tosca da voz divertida de Nakanishi Tamaki (que interpretou papéis divertidos e não irritantes, como Nagatsuki Kuryuu em Happy Lesson! e Nanao Ai em Kanokon). E é bem chato ter que ouvir Nanoda no final de toda frase, nanoda. A outra personalidade de Neneko é boring, e tem a voz também mal utilizada de Suzuki Mariko (que interpretou o papel ÉPICO da Chigusa-sensei em Green Green).
A outra personagem mais nova não é lolicon, mas apenas um ano e meio mais nova que Tomokazu. Senjou Kuyou tem 14 anos, já tem tanto peito quanto Agatsuma Mizuki (que tem 16) e é muito mais sexy. Para uma garota dessas, a gente colocaria uma voz bonitinha que não irritasse - o que não foi feito. Nakayama Sara (que interpretou Chitose Midori - outra irritante - em Green Green) tem uma voz que enche o saco quando se ouve por mais de sete segundos. Para piorar, assim como todas as outras garotas mais novas que Mikuri Tomokazu, ela também tem cagoete na fala. Antes de terminar uma conclusão, ela tem que enfiar um maldito "Tsumari" antes da finalização da frase. Esse Tsumari significa nada menos que "Resumindo". É como se eu fizesse toda essa review sobre as dubladoras de Yumeria e terminasse dizendo "Resumindo: As pivetas são um SACO!".



Mas analisando por um lado diferente, os outros personagens (ou seja: As não-pivetas) tem vozes muito boas. A voz doce e ao mesmo tempo animada de Asano Masumi (Sonsaku Hakufu em Ikkitousen, e Mari Ayuki em Kashimashi) ficou ótima em Agatsuma Mizuki. A voz dela é gostosa de se ouvir e agradou bastante ao ser intercalada com as pivetas irritantes - tirando um pouco da dor de cabeça que elas dão.
Mikuri Tomokazu foi dublado de forma sensacional por Hatano Wataru (Chikuma Koshiro em Basilisk) e deu bastante emoção nas cenas do anime. A cena em que Mone surge na cama dele no primeiro episódio e o faz berrar após um delay de 5 segundos para cair a ficha me fez cagar de rir. Palmas para Hatano-san, trabalhou magnificamente!
Mas os dois atores que fizeram a dublagem do anime valer a pena foram Inada Tetsu interpretando Ishikari-sensei, o professor que maltrata Tomokazu o dia inteiro através de pancadas, bloqueios na escada, provas incrivelmente difíceis e queimadas com bolas espinhentas e explosivas; e a gênio Inoue Kikuko (Kazami Mizuho em Onegai Teacher, e mais uma porrada de professoras por animes aí) que fez de Senjou Nanase (QUE TAMBÉM É UMA PROFESSORA!) uma mulher super doce e carismática. Mas mesmo com estes dubladores geniais, não adianta nada ter metade do elenco nas coxas.

"Resumindo: A dublagem de Yumeria não foi legal não."





Tendo a dublagem como único ponto realmente fraco, eu vou dar para Yumeria a nota "9.0". E de forma justa. O enredo é bom, a idéia é boa, o desenvolvimento é bom, os personagens são carismáticos, a história envolve o espectador, a animação é boa, o traço é bonito e a diversão proporcionada a quem assiste é realmente proveitosa.

Portanto Yumeria é um anime curtinho altamente recomendado pra você que quer ter algumas horas de diversão na frente da telinha. Assista Tomokazu e suas amigas serem transportados para o mundo dos sonhos e salvarem o mundo de todos os pesadelos!

Espero realmente que gostem deste anime assim como eu gostei, e que recomendem para muitas pessoas. Yumeria é um anime ótimo que por aqui pelos nossos cantos, não é muito conhecido.

Quem sabe a gente não divulga legal pra todo mundo conhecer? Aí a gente pode ver uns cosplays de Mizuki, Nanase, Kuyou, Mone e Neneko nos Anime Friends da vida ;)

Bons sonhos

\o

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Você pode baixar YUMERIA Aqui | Aqui | Aqui | Aqui

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Elfen Lied

Olá de novo, meus putos!

Eu sei que não se passou nem três dias desde que eu postei a última Review, mas acho que o negócio vicia. Portanto hoje vou falar de algo que a maioria daí conhece, ou no mínimo já ouviu falar: Elfen Lied.


Lembra da Review de Love Hina, que eu comentei que se você leu o mangá você não poderá assistir o anime?

Pela primeira vez na Terra vamos falar do caso CONTRÁRIO.

Elfen Lied foi originalmente criado por Okamoto Lynn na revista adulto-juvenil Young Jump, a mesma que publicou GANTZ, por exemplo. Foi um lançamento semanal e que fez muito sucesso.

Não sei por que.

Um mangá ruim como aquele não merece aquele tanto de leitores. Com uma arte feia e suja, o roteiro mal contado e a dinâmica pobre, Okamoto fez literalmente uma porcaria. Mas eu não fico triste pelo sucesso deste mangá não. Muito pelo contrário, eu agradeço horrores aos japoneses que tem esse mal-gosto.

É graças a ele que saiu o anime.

 
SIM! É DISSO QUE ESTOU FALANDO, BABY!
A dinâmica e narrativa ruins de Okamoto foram substituidas por uma ótima animação do diretor Kanbe Mamoru. O desenho porco também foi substituido por personagens bonitos, carismáticos (na medida do possível pra uma história como essa) e acima de tudo: Anatomicamente corretos.

Com desenhos e dinâmicas bem feitas, então só nos resta aproveitar o ponto alto deste anime: GAROTAS BONITAS E NUAS, SANGUE, VIOLÊNCIA E PUTARIA!

Por que?
Trata-se de uma história que conta uma possível evolução do ser humano, os "Diclonius". Ao começar a surgir uma raça como essa, que tem chifrinhos que parecem orelhinhas de gato que você compra no Anime Friends por menos de dez reais, cabelos rosa-avermelhados (que parecem de cosplay também, daqueles que você pesquisa no e-bay) e braços invisíveis que atingem uns dois metros de altura, É CLARO que eles sofreriam maus tratos e preconceito! Sofrendo com isso, os Diclonius começaram a evoluir entre si, e chegaram a um nível que essa raiva pelos humanos que lhes maltrataram fez com que os Diclonius novos nascessem já sem o mínimo amor no coração, e com o tempo saíssem matando os humanos com o intuito de fazer uma terra só para a raça evoluída.

Por causa desta revolta automática dos Diclonius desde o nascimento, assim que eles nascem (de mães normais mesmo) já são ou sacrificados (Eutanásia, baby) ou são presos para pesquisas tecnológicas, biológicas e evolutivas.

 

O anime então começa quando uma das Diclonius mais poderosas, Lucy, consegue fugir de sua cela em uma destas orgnizações de pesquisa. Ao matar 80% dos funcionários da empresa usando seus "Vectors" (que são os braços invisíveis e gigantes e - ainda por cima - super fortes e resistentes), consegue finalmente achar a saída. Mas é aí que ela toma um tiro na nuca, que bate em seu capacete e cria uma pancada forte, que a faz desmaiar e cair em alto mar. Achando que a vadia tinha virado presunto, os caras da organização conseguiram relaxar o rabo e desistiram de caçá-la.

Mas Lucy sobreviveu, com uma segunda personalidade criada no choque da bala em sua nuca! Essa personalidade não sabe de NADA, nem mesmo falar. O único som que consegue emitir é "Nyu", que acaba virando seu nome ao conhecer o protagonista Kouta e sua prima com complexo, Yuka. Diferente de Lucy, Nyu é fofa, amigável, amável, inocente e sorridente, adorável, encantadora, linda e carinhosa. Não tem idéia do que são Vectors, do que é uma Diclonius, por que infernos tem chifrinhos de cosplay e cabelos ruivos arrosados mesmo sendo japonesa. Ainda assim, não liga para tais fatos, assim como também não liga para quando está sem roupa na frente do protagonista. Ou na frente de qualquer um.

A partir daí o anime se desenvolve em volta da história do Okamoto lá, só que muito mais envolvente. Embora a história seja boba e meio que "pensada nas coxas" só pra ter ação gore e gostosas peladas grátis, este anime de suspense/terror dá sim, um cagaço da porra.

Eu particularmente estava sozinho em casa durante as férias de julho, naquele frio, embrulhado num edredom na frente do PC. Comecei a assistir esse anime achando que era só uma ação meio violenta, lá pela meia noite e meia.

Claro que não dormi. Tive que assistir o anime inteiro de uma vez só e ir dormir depois que a história acabou. Se parasse pelo episódio seis ou sete e fosse dormir, CLARO que apareceria uma diclonius no meu sonho e me aniquilaria quatro vezes. Duh!

Tem que ter cu.

O enredo tosco e besta só tirou um pouco do envolvimento que a gente gosta de ter com os personagens. Ainda assim, é bem sentimental e profundo, fazendo você pensar bastante sobre a crueldade do ser humano, e onde ele pode chegar pra conseguir seus desejos egoístas ou menosprezar os outros para fazer de si alguém mais importante. Isso sim, foi algo bem expresso.

Outra coisa que gostei foi, novamente, da dublagem. Trata-se de Kobayashi Sanae fazendo vozes fininhas para Nyu e vozes tenebrosas para Lucy. E Yuka, apesar de uma personagem babaca que ninguém gosta de verdade, foi atuada por ninguém menos que Noto Mamiko. Aaah, a Noto Mamiko *o*

O elenco também conta com Suzuki Chihiro, Hosoi Osamu, Nakata Joji, Matsuoka Yuki e Hagiwara Emiko nos outros papéis mais importantes (respectivamente Kouta, Kurama, Bandou, Nana e Mayu), que fizeram trabalhos espetaculares. Matsuoka Yuki inclusive quase me pareceu a diva Mizuki Nana em várias cenas. Pena que não era ela. Mas tudo bem, eu acho :D





Pra fechar essa Review então vamos concluir a nota para Elfen Lied:

Animação boa, enredo ruim, garotas nuas OK, sangue OK, trilha sonora DIVINA (Lilium owna TUDO, e Kawabe Chieko cantando "Be Your Girl" no encerramento não precisa de mais nada), personagens bobos (com exceção dos diclonius), cagaço da porra. História fraca, narrativa decente, envolvimento mediano.

Eu achei que Elfen Lied pode levar merecidos "8.7" pra casa com todo orgulho. Se saiu melhor que Love Hina. O que é bem injusto, já que Akamatsu-sensei é BEM melhor que esse tal de Okamoto. Há.

Foi um tempo de cu preso bem divertido enquanto assisti a série durante uma única madrugada, portanto eu indico SIM este anime. Principalmente se você tem gostos otaku tão esquisitos, alterados e LEGAIS como os meus, que vêem em sangue, peitos, calcinhas, violência e putaria a verdadeira diversão!!

Claro, modere. Senão você vai sair por aí se achando o diclonius e matar o seu cachorro.

Boa sorte!

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